Fotografia Analógica: Como as fotos pb eram reveladas antigamente?

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Paloma Gomide
  Por Paloma Gomide
Fotografia Analógica: Como as fotos pb eram reveladas antigamente? www.lightroombrasil.com.br

Atualmente, ao mesmo passo que vemos o progresso tecnológico em câmeras digitais, existe  também um movimento de volta às origens fotográficas. As câmeras atuais, cada vez mais “inteligentes”, muitas vezes não precisam tampouco de um fotógrafo com um bom domínio técnico para fazer fotos bem fotometradas. No entanto, o resgate do uso das câmeras analógicas traz ao fotógrafo outras relações com a sua câmera e com as imagens que fará. Um dos bônus é conhecer melhor as funções manuais de sua máquina, como elas se comportam isoladamente e como isso irá se refletir no filme posteriormente.

Numa câmera anólogica manual, a quantidade de fotografias a serem tiradas é determinada pelos fotogramas que o filme contém e as imagens passam a ser então mais pensadas, já que não pode haver tanto desperdício quanto numa câmera digital com um bom cartão de memória. Pensando neste sentido, um dos maiores prazeres de se fotografar analogicamente, é depois de revelado o filme poder descobrir as imagens que você fez, muitas vezes dias atrás e que não estão mais tão frescas na memória.

O processo de revelação e das fotografias, é um processo um pouco mais lento do que estamos acostumados contemporaneamente e que passa por no mínimo três etapas: revelação do filme, testes de luz e ampliação. É possível fazer este processo de forma caseira, montando um pequeno laboratório em casa, já que laboratórios aptos a revelar negativos estão cada vez mais raros no mundo atual. É importante lembrar também que como o processo passa por algumas etapas até a ampliação da foto final, é normal que aconteçam “erros de percurso”, na quantidade de químicos, no tempo de exposição, na secagem dos negativos, etc. Principalmente quando o laboratório é caseiro. Vamos ao processo:

Revelação do Filme

A primeira etapa do processo é quando temos que tirar o filme que já foi exposto da câmera. É importante que o local esteja completamente escuro. Aqui nem mesmo aquelas luzes vermelhas típicas de laboratório podem estar acesas.

Assim que o filme for retirado da câmera, o rolo do negativo deve ser enrolado em uma espiral, especialmente feita para isso, para que o material seja igualmente sensibilizado nos banhos de revelador que será feito a seguir. Depois de enrolar o negativo nesta espiral, guarde-a em um tanque de revelação. Sim, todo esse processo deve ser feito no escuro! Você pode utilizar também cabaninhas que isolam a luz, feitas especialmente para este fim, nas quais apenas as mãos permanecem dentro do escuro, realizando os procedimentos de forma segura. Depois que o tanque estiver devidamente fechado, faz-se os banhos químicos: primeiramente com o revelador, depois o interruptor e por último o fixador. Respeitando sempre o tempo que cada químico precisa.

Após a conclusão dos banhos, o negativo já pode finalmente sair do tanque para ser lavado em água corrente e secar.

Fotogramas e Teste de luz

Depois do negativo estar seco, é hora de fazer os testes de fotograma! Estes testes servem para o fotógrafo conseguir visualizar melhor a fotografia em positivo diretamente no papel. Agora sim, vamos para uma sala escura mas que pode ser usada a luz vermelha sem interferir no trabalho final.

Nesta etapa usa-se um ampliador. O fotógrafo mede o tempo de luz que ele quer que o negativo fique exposto em cima do papel. Na cópia teste, se utiliza uma técnica chamada de “cópia contato” ou “fotograma”, em que o negativo é colocado diretamente sob o papel e não projetado sobre o papel como no processo de ampliação. Vários tempos de luz e filtros de contraste podem ser utilizados, para que o resultado fique mais satisfatório.

Depois de sensibilizar o papel, vamos então aos banhos químicos do papel, para que a imagem apareça no papel fotógrafico. O processo é semelhante ao do negativo, porém nem todos os químicos são iguais e os tempos também diferem. O papel então passa pelo revelador, onde a imagem surge, em seguida passa pelo interruptor, para que o processo de revelação se interrompa, e por último pelo fixador, para que a imagem se fixe por mais tempo no papel, preservando seus contrastes.

Ampliação

Após ter se chegado em um resultado esperado nas cópias de contato do negativo, vamos finalmente à ampliação final.

Escolhe-se um fotograma, encaixa-se no ampliador para que a imagem se projete sobre o papel e aqui são feitos os ajustes de tamanho. Qual o tamanho que a imagem vai ocupar no papel? Novamente são feitos testes de luz e contraste. E o processo segue como no anterior, após a sensibilização do papel no ampliador, seguem os banhos químicos.

E aí a foto já está pronta! Só mais um banho em água corrente e depois de seca, temos o resultado final.

É importante lembrar que existem muitos tipos de papéis fotográficos que podem ser utilizados no laboratório. Variam dos brilhosos até os mais opacos. A escolha destes sempre tem que ser levada em consideração pelo fotógrafo, já que a textura do suporte final pode interferir em como a imagem é ampliada e contemplada posteriormente.

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Paloma Gomide

Paloma Gomide

Cineasta e fotógrafa, tem como motivação contar boas histórias através de imagens.

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